oração do amor efêmero
"Eu quero ficar aqui. Eu quero ir pra longe, pra longe do comum e do previsível. Eu quero um amor que me leve, me ame com certeza, com a segurança de saber se mostrar e a insegurança necessária – pra que ele me conquiste todos os dias. Quero um amor que machuque minha boca de vez em quando, porque queria muito.
Vamos sumir, vamos sair, ser estranhos perto e longe de todo mundo. Eu quero um amor que me puxe com força e não me dê opção senão me deixar levar, eu quero-quero-quero ir (com você). Eu quero um amor que me perca, me ache, me ganhe com o tempo. Que me guie, me guarde, me governe, me incendeie, me cause insônia e raiva e ciúme e lágrimas e febre e riso. Eu quero um amor que me canse, me canse, não se canse nunca, não canse de mim e se canse. Eu quero um amor de verdade, puro, limpo, imaculado, sagrado, que vá até o fundo, até onde ninguém foi.
Eu quero um amor que me olhe nos olhos, não tenha medo de se jogar no abismo, de se jogar em mim, disposto a arder no inferno por nós. Que esteja lá não importando para onde eu queira ir, não importando o quanto doeu aquele tapa, seja dentro ou fora. Eu quero um amor de janta e café da manhã, que não prometa nada, que não dê nada além do que for tão verdadeiro que me deixe doente, louca, rouca, suada, cansada, que arranque minha paz junto com meu coração. Eu quero um amor que me leve até o fim."
*Adaptado de um texto de autor desconhecido